Vitamina D:

Esse hormônio pode ser mais importante do que imaginamos 

           A deficiência de vitamina D é mais comum do que parece.  Hoje, estima-se que mais de 80% da população pode ter algum grau de de deficiência da Vitamina D.

 

São 2 milhões de casos por ano, só no Brasil, tornando-se um grande problema de saúde pública, à medida que diversos estudos têm associado a falta de vitamina D a incontáveis  problemas de saúde em crianças e adultos. 

Há muito tempo se fala na vitamina D, porém faz poucos anos que se descobriu a sua real importância.  O nome “vitamina D”, já é um equívoco, pois na verdade o composto é um hormônio esteroide! Daí que o seu estudo se dá principalmente na endocrinologia.

 

Esta vitamina, ou hormônio, é obtido basicamente principalmente através de exposição ao sol, e não via dieta.  Na verdade, existem poucos alimentos ricos em vitamina D e  mesmo os alimentos “enriquecidos” não contêm vitamina D suficiente para chegar perto das necessidades diárias.  A melhor forma de se produzir vitamina D é se expor ao sol (braços e pernas) cerca de 5 a 30 minutos ao dia, sem protetor solar. Com o nosso estilo de vida moderno, é muito difícil pegar sol suficiente para se obter a dose excelente de vitamina D. Passamos muito mais tempo em ambientes internos, como casa e escritório. O receio da exposição solar e sua associação ao câncer de pele, além do incentivo exagerado pelos filtros solares também têm contribuído para que chegássemos à atual situação.

A falta da vitamina D pode provocar alterações ósseas, principalmente a osteoporose e a osteopenia. Deficiências severas causam uma doença conhecida como raquitismo.

Atualmente têm-se estudado o papel da vitamina D na melhora da força e da contração muscular, na prevenção de alguns tipos de câncer e inclusive na prevenção de diabetes e doença de Alzheimer. Precisamos de mais pesquisas para comprovar esses efeitos adicionais da vitamina D, porém sabemos que manter níveis sanguíneos adequados da vitamina D é importante.

Estima-se que 1/3 da população sofra de deficiência da vitamina, sendo que na região Sul do Brasil, especialmente em Curitiba, essa incidência se aproxima de 50%, devido à menor incidência de sol nessa região.

Principais fontes de Vitamina D 
O que bons níveis de vitamina D podem fazer por sua saúde?

Esqueleto Saudável 

A deficiência de vitamina D é bastante comum em idosos, favorecendo quedas, redução da força muscular e alteração do equilíbrio.  A vitamina D é fundamental para o equilíbrio do cálcio e desenvolvimento de um esqueleto saudável.

Proteção contra infecções, incluindo a gripe

A vitamina D combate infecções, uma vez que regula a expressão de genes que influenciam o sistema imune a atacar e destruir bactérias e vírus. Um estudo feito no Japão, por exemplo, mostrou que crianças em idade escolar que tomaram 1.200 UI de vitamina D por dia durante o inverno reduziram seu risco de contrair infecção por influenza A em cerca de 40%.

Proteção contra depressão

A falta da vitamina D aumenta o nível do PTH,  o hormônio da paratireoide. Esse hormônio  tem uma ligação indireta com alterações no humor e apatia, sintomas associados à depressão.

Proteção contra doenças autoimunes

A vitamina D é um potente modulador imunológico, tornando-se muito importante para a prevenção de doenças autoimunes, como a esclerose múltipla e a doença inflamatória do intestino.

Proteção contra hipertensão arterial

A vitamina D influencia na redução da pressão arterial, já que é um pois é a principal por controlar o enrijecimento das artérias que eleva a pressão nas mulheres. Com a falta da vitamina, o organismo feminino faz um esforço três vezes maior para manter seu equilíbrio circulatório e acaba sobrecarregando algumas funções como a irrigação das artérias, o que gera um aumento na pressão e desconfortos, como tontura e transpiração excessiva.

Reparo do DNA e processos metabólicos

Um dos estudos mostrou que os voluntários saudáveis que tomaram 2000UI de vitamina D por dia durante alguns meses regularizaram 291 genes responsáveis por até 80 processos metabólicos diferentes. Os efeitos variaram desde melhorar o reparo de DNA, até sobre a auto-oxidação — oxidação que ocorre na presença de oxigênio e radiação UV, com implicações para o envelhecimento e câncer, por exemplo.

Para descobrir se você tem ou não essa deficiência, consulte o seu médico. Não importa a sua idade ou se você é homem ou mulher. Todos estão sujeitos a apresentar o problema!

 

Fatores de Risco para Deficiência de Vitamina D

Pele mais escura

Peles negras estão em maior risco de deficiência de vitamina D. Se você tem pele escura, pode ser necessário até 10 vezes mais exposição ao sol para produzir a mesma quantidade de vitamina D que uma pessoa com pele branca. O pigmento da pele age como um protetor solar natural, por isso, quanto mais pigmento você tem, mais tempo você terá para gastar no sol para produzir quantidades adequadas de vitamina D.

Obesidade

A vitamina D é um hormônio solúvel em gordura, o que significa que quanto mais gordura você tem no corpo, mas a vitamina D é “consumida”. Se você estiver com sobrepeso, você vai precisar de mais vitamina D que uma pessoa mais magra, tornando a deficiência mais provável. O mesmo vale para pessoas com peso corporal elevados devido à massa muscular.

Problemas intestinais

Lembre-se que a vitamina D é solúvel em gordura, o que significa que se você tiver uma condição gastrointestinal que afeta sua capacidade de absorver a gordura, você pode ter uma menor absorção de vitamina D também. Isto inclui condições do intestino como a doença de Crohn, doença celíaca (ou sensibilidade ao glúten não-celíaca), e doença inflamatória do intestino.

Tristeza ou Depressão

Os níveis de serotonina (hormônio associada com a elevação do humor) aumentam com a exposição à luz. Pessoas com baixos níveis de vitamina D são 11 vezes mais propensos a ser deprimidos. 

Dor nos ossos

Se você está sentindo dores, especialmente em combinação com muito cansaço, isso pode ser sintoma de falta de vitamina D. Infelizmente, muitas vezes isso acaba sendo diagnosticada de forma errada, como tendo fibromialgia ou síndrome de fadiga crônica. A deficiência de vitamina D provoca o efeito de acumular excesso de cálcio na matriz de colágeno em seus ossos, resultando em dor óssea.

Acima dos 50 anos

À medida que envelhecemos, a pele não produz tanta vitamina D em resposta à exposição ao sol. Ao mesmo tempo, os rins (órgão também importante no processo de conversão da vitamina D) se tornam menos eficientes. A partir dos 70 anos, a produção de vitamina D já é 30% menor que um adulto jovem. Além disso, adultos mais velhos tendem a passar mais tempo dentro de casa (ou seja, recebendo ainda menos exposição ao sol).

Acima dos 50 anos 

À medida que envelhecemos, a pele não produz tanta vitamina D em resposta à exposição ao sol. Ao mesmo tempo, os rins (órgão também importante no processo de conversão da vitamina D) se tornam menos eficientes. A partir dos 70 anos, a produção de vitamina D já é 30% menor que um adulto jovem. Além disso, adultos mais velhos tendem a passar mais tempo dentro de casa (ou seja, recebendo ainda menos exposição ao sol).

Suor em excesso

Um sinal clássico da deficiência de vitamina D é suor excessivo na cabeça.

Tratando a deficiência de Vitamina D:
Recomendações Diárias

O tratamento para deficiência de vitamina D deve ser orientado pelo endocrinologista após avaliação clínica individual.   Se você pertence a um desses grupos de risco, procure seu endocrinologista para uma avaliação.

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